Exportação de Serviços de TI

Os motivos que levam uma empresa brasileira, da área de Tecnologia da Informação a começar a pensar em exportação de Softwares ou de Serviços de TI, são diversos. O que acontece muitas vezes é que o mercado local não tem capacidade de absorver a tecnologia feita por aqui, aí então, fora do país, os serviços de TI e Software alcançam muito mais pessoas, além de mercados mais maduros (SEBRAE, 2017).

Outro fator importante é que os custos de vida e de produção no Brasil costumam ser menores que os de outros países que são destino para a nossa tecnologia. E por causa disso, cada vez mais empresas de fora buscam o outsourcing em locais como o nosso país (mão de obra mais barata). Essa vantagem competitiva faz com que a margem de lucro para quem fabrica software aqui e vende no exterior seja potencialmente maior, até porque a diferença cambial também vai favorecer essa chance de maior lucratividade.

Todavia, lançar um produto ou prestar um serviço fora do país exige alguns cuidados. Dentre eles, ter uma compreensão do novo mercado em que se quer entrar. “É preciso estar aberto a adaptações que devem ser feitas para o seu produto naquele país, além de avaliar se de fato existem oportunidades para os seus serviços nesse mercado” (SEBRAE, 2017).

O processo de internacionalização pressupõe uma série de decisões, como a definição clara da estratégia de negócios da empresa, o modelo de governança corporativa, o modelo de gestão, entre outras. O ideal é que a exportação não seja vista como uma alternativa em momentos que a economia doméstica não estiver muito bem, mas como parte da estratégia da empresa e pressupõe a preparação da mesma para atuar no exterior.

A atividade exportadora é o resultado de um planejamento estratégico direcionado para o mercado externo que envolve, entre outros, a identificação de alguns pontos: avaliação da situação atual do mercado e das suas perspectivas; avaliação dos objetivos almejados com a entrada em mercados externos; análise da coerência desses objetivos com a estratégia geral da empresa; identificação e análise do mercado alvo, inclusive dos possíveis concorrentes; avaliação da demanda no exterior (mercado alvo) do serviço prestado pela empresa; avaliação da capacidade exportadora da empresa (física, tecnológica e de recursos humanos); análise da competitividade da empresa frente ao mercado externo; avaliação das oportunidades e riscos envolvidos; definição do que exportar; definição de estratégias mercadológicas e formação de preço para a exportação. (MDCI, 2017)

Muito importante também é definir os canais de venda e se organizar para atender adequadamente esta escolha: SaaS, Cloud Computing, profissionais alocados nos clientes, venda direta, representante, parceiros comerciais, ISVs, franchising, prestação de serviço?

O MDIC lista os documentos básicos que o empresário precisará para exportar: contrato de compra e venda internacional, fatura invoice, fatura comercial, contrato de câmbio, nota fiscal e o registro no SISCOSERV. Porém é interessante que a empresa se ampare em um profissional habilitado em Comércio Exterior e/ou Direito Internacional para de fato se cercar de cuidados e não incorrer em erros básicos que no futuro podem inviabilizar todo o seu processo de exportação.

Cada vez mais o campo de serviços rompe fronteiras e os serviços de TI especificamente, como é o caso da Platatorma PrimeBuilder, funcionam na sua maior parte na nuvemcloud computing (IaaS, PaaS, SaaS), sendo assim de fato o céu é o limite para este setor.

Escrito por Dagmar Azevedo

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